Incêndio de caminhão-cegonha em Linhares pode ter ligação com integrantes do cartel dos cegonheiros

A secretaria de Segurança Pública do Espírito Santo assegura que uma delegacia especializada está conduzindo o inquérito policial que investiga a causa e a motivação do incêndio ocorrido na madrugada do dia 10 de março deste ano. Um caminhão-cegonha e oito veículos foram consumidos pelas chamas. Não está descartada a hipótese de “fogo amigo”.

Do Espírito Santo

O incêndio em um caminhão-cegonha (Foto de abertura) que transportava oito veículos, ocorrido na madrugada do dia 10 de março deste ano, no estacionamento do Posto Jequitibá, bairro de Três Barras, em Linhares (ES), pode ter ligação com integrantes do cartel dos cegonheiros, segundo fontes consultadas pela reportagem do site Livre Concorrência. O chamado “fogo amigo” também deverá ser considerado no inquérito que está sob o comando do delegado Romel Pio de Abreu Júnior. A autoridade policial já está de posse das imagens de câmeras de monitoramento e segurança do estabelecimento que foram requisitadas  “em caráter de urgência”. A investigação, segundo a secretaria de Segurança Pública do Espírito Santo, está em andamento e corre em sigilo.

Imagens obtidas com exclusividade pelo site Livre Concorrência mostram que às 0h52 duas pessoas são filmadas chegando ao local onde o caminhão-cegonha estava estacionado para pernoite. Um minuto depois inicia-se o incêndio, no momento em que as duas pessoas saem em disparada do local. O fato levanta a suspeição de que o incêndio tenha sido criminoso. Outras informações dão conta de que um veículo, supostamente oriundo de São Bernardo do Campo (SP), teria sido visto nas proximidades, o que também está sendo investigado pelos policiais civis capixabas.

O “fogo amigo” – possível envolvimento de colegas cegonheiros  – poderá ser identificado no decorrer das apurações. Também deverá ser levado em consideração pelos investigadores, uma possível ligação, com o incêndio criminoso de 15 caminhões-cegonha carregados com 85 veículos, estacionados no pátio da Brazul Transporte de Veículos, ocorrido em janeiro de 2020. Nesse caso, seis pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil de São Bernardo do Campo (SP), mas o Ministério Público pediu o arquivamento do inquérito, o que foi aceito pela Justiça.

O caminhão-cegonha, alvo do último atentado pertence a empresa Meu Sonho Transportes, associada ao Sindicato dos Cegonheiros do Espírito Santo (Sintraveic-ES) e Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg), de propriedade de Alan Pereira Ramos. Segundo informações que chegaram à reportagem, Ramos (mais conhecido como Alan) é membro da comissão de carreteiros na Tegma Gestão Logística em São Bernardo do Campo. O motorista, Jackson Jay Patrocínio Rosa, já foi ouvido pela Polícia capixaba em duas oportunidades. Ele relatou que transportava 10 veículos, mas só conseguiu identificar oito – um Porshe, dois Mercedes, um Celta, uma Fiat Strada, um Renault, um i35, Hyundai e um Mitsubishi. Procurado pela reportagem, Ramos não quis manifestar-se.

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Um comentário sobre "Incêndio de caminhão-cegonha em Linhares pode ter ligação com integrantes do cartel dos cegonheiros"

  1. Luiz Carlos Bezerra disse:

    Pois é amigos, esse tal de “fogo amigo”, é só pra disfarçar, pois quem incendeia uma carreta cegonha, da Brazul Transporte, onde seu proprietário é o mesmo da Sada, e mais outras 3 ou 4, que integram o Cartel dos Cegonheiros, que é vinculada ao Sinaceg, onde o grande líder é o prefeito de Betim, que nem precisamos citar seu nome, realmente é só pra enganar os que não integram o sistema.
    Eis a questão a ser analisada e estudada pela Polícia Federal!
    Nada mais a comentar!

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