Inquérito que aponta Vittorio Medioli como chefe de organização criminosa já chegou à comarca gaúcha, onde o político e empresário será processado

Matéria modificada em 9 de fevereiro de 2022
Retratação: Vittorio Medioli não foi indiciado no inquérito policial 277/2010

O inquérito da Polícia Federal que aponta Vittorio Medioli como chefe de organização criminosa que controla o setor de transporte de veículos novos em todo o país já está na 11ª Vara Criminal de Porto Alegre. O processo chegou à comarca gaúcha em 4 de maio, depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF),
negar prerrogativa
de foro ao prefeito de Betim (MG) e proprietário do grupo Sada.

A decisão de Moraes foi tomada em 26 de fevereiro. A sentença validou a posição de 2019 do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Medioli queria ser processado em Minas Gerais, mas os desembargadores rejeitaram o recurso. Entenderam que os crimes atribuídos ao empresário e político não têm nexo com o exercício do cargo de prefeito municipal e teriam ocorrido no âmbito empresarial, antes mesmo de ele ser eleito prefeito. Medioli recorreu ao STF e perdeu.

O inquérito 277/2010, aberto e concluído pela Polícia Federal, é composto por seis volumes e apresenta uma análise acurada de dezenas de incêndios criminosos de caminhões-cegonha. O grupo de indiciados é extenso. A PF contou com a colaboração de um cegonheiro que delatou o esquema. Ele prestou depoimento rico em detalhes das inúmeras ações criminosas praticadas pelo grupo. Os incêndios serviam para punir empresas que ousassem disputar cargas com o cartel dos cegonheiros. Ao final das apurações, Medioli foi apontado de chefiar a organização criminosa investigada, conforme conclusões da Polícia Federal.

Outro processo em que Medioli aparece como réu está concluso para julgamento na 5ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo. O dono do grupo Sada e mais 11 pessoas são acusados de abuso de poder econômico, dominação de mercado, eliminação total ou parcial de concorrência, fixação artificial de preços, formação de cartel e associação criminosa.

Os réus são executivos integrantes do comando dos grupos Sada (quatro) e Tegma (seis), além de ex-presidentes do Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg, ex-Sindicam) e da Associação Nacional das Empresas Transportadoras de Veículos (ANTV).

No inquérito, os promotores comprovaram, por meio de documentos e depoimentos, a “existência de uma sofisticada organização voltada à prática delitiva, dotada de evidente animus associativo, que se estruturou profissionalmente para a prática de crimes contra a ordem econômica”.

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Um comentário sobre "Inquérito que aponta Vittorio Medioli como chefe de organização criminosa já chegou à comarca gaúcha, onde o político e empresário será processado"

  1. LUIZ CARLOS BEZERRA disse:

    POIS BEM AMIGOS TRANSPORTADORES NÃO VINCULADOS A ESSE CARTEL MALÍGNO.
    TUDO ISSO JÁ ESTÁ DEVIDAMENTE COMPROVADO E, ESSA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, TEM QUE PAGAR PELOS SEUS DELITOS, DE FORMA IMEDIATA, SEM QUE HAJAM POSSIBILIDADES DE EMBARGOS.
    O CARTEL EM PAUTA, SEMPRE AGIU DESSA FORMA (MÃOS DE FERRO), PARA DESTRUIR O PATRIMÔNIO DAS DEMAIS TRANSPORTADORAS, NÃO PERMITINDO AS MESMAS DE EXERCEREM SUAS ATIVIDADES AFIM!
    INFELIZMENTE, SEMPRE FORAM APOIADAS PELAS MONTADORAS, QUE NUNCA TIVERAM PREJUÍZOS FINANCEIROS, COM AS APLICAÇÕES DE FRETES ABUSIVOS, ONDE AS DIFERENÇAS FORAM E SÃO COBRADAS ATÉ OS DIAS DE HOJE, AOS CONSUMIDORES FINAIS, COMO ÁGIO!
    NUNCA RESPEITARAM A LEI DA LIVRE CONCORRÊNCIA!
    SENDO ASSIM, DEVEM SER PUNIDOS NA FORMA DAS LEIS, IMEDIATAMENTE! SEM MAIS DELONGAS!
    “BRASIL SEJA LOUVADO!”
    TODAS AS EMPRESAS VINCULADAS A ESSE GRUPO CRIMINOSO, DEVEM PERDER IMEDIATAMENTE SEUS ALVARÁS DE FUNCIONAMENTOS, TAMBÉM!
    DOA A QUEM DOER!

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