Justiça determina arquivamento de queixa-crime apresentada pelo Sinaceg contra ex-líder sindical

Antes da entidade já condenada por participação ativa no chamado cartel dos cegonheiros, Afonso Rodrigues de Carvalho recebera o “perdão” de Vittorio Medioli, proprietário do grupo Sada. O empresário e político de Minas Gerais é apontado pela Polícia Federal e Ministérios Públicos de São Paulo e do Rio Grande do Sul como suspeito de chefiar a organização criminosa que explora o setor.

De Goiás

Agora é oficial. O Sinaceg, entidade condenada em duas instâncias por participação ativa no cartel de transporte de veículos novos na fábrica da General Motors instalada no Rio Grande do Sul, desistiu da queixa-crime que movera contra o empresário-cegonheiro Afonso Rodrigues de Carvalho, em julho de 2020, por suposto crime de difamação. Em sentença, o 1º Juizado Especial Criminal de Anápolis determinou o arquivamento do processo.

Essa não foi a primeira vez que o ex-sindicalista que se notabilizou por denunciar os crimes praticados pelo chamado cartel dos cegonheiros se beneficiou com a desistência ou perdão de autores de queixas-crimes abertas contra ele. Antes do Sinaceg, Carvalho recebera o “perdão” de Vittorio Medioli, proprietário do grupo Sada, autor de outra queixa-crime. Para tanto, firmou escritura pública avaliada pelas partes em R$ 1 milhão, na qual se retratou das denúncias feitas contra o empresário e político de Minas Gerais. No documento em que pediu para desconsiderarem tudo o que dissera de ruim sobre o cartel que controla mais de 90% do transporte de veículos novos no país, alegou que a baixa escolaridade e a dificuldade para entender fatos o tornaram alvo de manipulação. Além do perdão, Carvalho foi agraciado com vagas avaliadas em mais de R$ 30 milhões em transportadoras vinculadas ao cartel.

Desta vez, o Juízo de Anápolis não aceitou o termo “perdão”. Na sentença, o magistrado explicou os motivo:

“Também em função da não efetivação da citação, não há que se falar em perdão, até porque mencionada causa de extinção de punibilidade depende de aceitação do querelado, e, como não foi citado, fica prejudicada.”

O magistrado concluiu:

“Considerando a ausência de citação e o desejo do querelante em não prosseguir com a presente ação penal de iniciativa privada, a qual se subordina ao princípio da disponibilidade, tenho que há de ser determinado o arquivamento da presente.”

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Um comentário sobre "Justiça determina arquivamento de queixa-crime apresentada pelo Sinaceg contra ex-líder sindical"

  1. LUIZ CARLOS BEZERRA disse:

    PARECE ATÉ PIADA, MAS NÃO É MESMO!
    CORRUPTO É CORRUPTO. A FORÇA DO DINHEIRO FEZ COM QUE ESSE MELIANTE, OPTASSE, PARA ASSIM OBTER LUCROS COM ESSE CARTEL. DE FATO NÃO FOI FALTA DE CULTURA, ELE ATACOU O CHEFE DESSA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, MAIS CONHECIDA COMO O “CARTEL DOS CEGONHEIROS”, DURANTE MUITOS ANOS. APENAS SE COOPTOU, MUDANDO DE LADO, PASSANDO ENTÃO A ATACAR SEU EX-PATRÃO, QUE FEZ TUDO QUE PODE POR ESSE INDIVÍDUO.
    VIROU A MESA E FICOU ATACANDO O CIDADÃO SÉRGIO GABARDO. UM VERDADEIRO ABSURDO.
    FEITO ISSO, AGORA CHEGOU AO FIM DA SUA LINHA.
    A PRISÃO DEVERÁ SER SEU NOVO “PORTO SEGURO”!
    QUEM APOIA BANDIDO É MIL VEZES PIOR QUE O PRÓPRIO BANDIDO!
    CUMPRAM-SE AS LEIS!

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