Justiça nega censura a site pedida por ex-cegonheiro que mudou de lado após denunciar cartel por 20 anos

Afonso Rodrigues de Carvalho teve a liminar indeferida por juiz de Anápolis (GO). O agora ex-cegonheiro questiona em juízo a veracidade dos fatos publicados em reportagem do site Livre Concorrência. A matéria veiculada refere-se ao pré-lançamento da candidatura de Carvalho à vice-presidência do Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg), que caiu quatro dias após ser lançada, e foi divulgada em dezenas de grupos de cegonheiros no aplicativo WhatsApp.

De Goiás

O juiz Rodrigo de Castro Ferreira, titular da 1ª Vara Cível de Anápolis (GO), negou, na quarta-feira (17) pedido de liminar feito pelo ex-cegonheiro Afonso Rodrigues de Carvalho (foto de abertura) para tirar do ar matéria veiculada pelo site LIvre Concorrência intitulada “Pré-candidatura ao comando de sindicato investigado pela Polícia Federal e Gaeco cai quatro dias depois de anunciada”. Carvalho questiona a veracidade dos fatos narrados. Ao negar o pedido, o magistrado justifica em sua decisão, que “a situação fática deduzida na inicial exige maior dilação probatória, sob o crivo do contraditório, não sendo, portanto, o momento oportuno para a concessão do pedido formulado”.

Para o magistrado, a divulgação da fotografia ou comentários em questão, “por si só, não tem o condão, neste momento, de conduzir ao deferimento de plano da tutela pretendida, havendo que se apurar, após o contraditório, eventual abuso por parte do réu (Ivens Carús), como eventual inverdades difamatórias ou excessos postulados pelo demandado (Afonso Rodrigues de Carvalho)”. O julgador acrescenta ainda que, “com efeito, não se constata prova suficiente para a concessão da medida initio litis, máxime porque deve-se apurar a veracidade do quanto fora exposto na internet a respeito dos fatos narrados na exordial”.

O magistrado esclarece:

“Sendo assim, ao menos numa análise perfunctória da prova documental encartada nos autos, própria de início de procedimento, reputo que não restaram preenchidos os requisitos para a concessão da tutela postulada.”

Áudio endereçado a Juarez (presidente do sindicato dos cegonheiros em Catalão-GO), até então, pré-candidato à presidência do Sinaceg, em que Afonso se compromete a concorrer e, se eleito, reduzir o número de diretores da entidade.

O ex-cegonheiro acusou o próprio Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg) de participar do cartel dos cegonheiros por mais de 20 anos. Após acordo milionário com o político e empresário Vittorio Medioli, mudou de lado, atribuindo os ataques anteriores à baixa escolaridade. Na ação, refere que “o artigo publicado (confunde artigo com reportagem) não passa de mera insinuação e mentiras do editor do jornal com o intuito de denegrir a imagem do autor em face de toda a categoria de transportadores de veículos (cegonheiros). O texto jornalístico ainda faz menção ao suposto diálogo do autor com o possível candidato à presidência do sindicato Sinaceg, onde de forma temerária faz menções e citações do suposto diálogo, sem contexto ou qualquer autorização, como forma de induzir os leitores e fazer com que tenham um entendimento deturpado acerca da honra e imagem do autor (Carvalho)”.

Áudio de Juarez endereçado a Afonso confirmando a disposição em concorrer.

Carvalho queixa-se da publicação do que considera “supostas mensagens de áudio de uma suposta conversa privada, prejudicando a intimidade e vilipendiando a imagem social do autor (Carvalho)”. Cabe esclarecer que tanto o áudio quanto as mensagens de texto, foram disseminadas em vários grupos de cegonheiros. O conteúdo chegou a provocar a desistência da pré-candidatura de Carvalho, apenas quatro dias após ser lançada. A petição também diz que houve ferimento “a intimidade” do autor, bem como a utilizando para “denegrir sua imagem”. E outro ponto, também segundo a narrativa de Carvalho, “os réus (editor do site Livre Concorrência e a empresa proprietária do portal) falam a mentira de que o autor teria recebido 1 milhão por uma ata notarial, sendo que este valor era apenas o valor declarado para fins de custas cartorárias”.

Nota da Redação

O site Livre Concorrência esclarece que em momento algum houve publicação afirmando que Carvalho recebeu R$ 1 milhão em troca da assinatura de ata notarial. Todas as publicações, indistintamente, referem tal qual está escrito no documento: “escritura pública avaliada entre as partes em R$ 1 milhão”.

A equipe de jornalistas do site Livre Concorrência deixa claro ainda, que tanto as mensagens quanto os áudios sobre a pré-candidatura, foram disseminadas em vários grupos de cegonheiros. A repercussão negativa do conteúdo dessas mensagens foi o motivo pelo qual Carvalho desistiu da pré-candidatura quatro dias após o lançamento, antes mesmo da publicação da matéria, que só ocorreu, após a desistência de Carvalho.

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Um comentário sobre "Justiça nega censura a site pedida por ex-cegonheiro que mudou de lado após denunciar cartel por 20 anos"

  1. LUIZ CARLOS BEZERRA disse:

    POIS É, NOBRES AMIGOS CEGONHEIROS QUE NÃO INTEGRAM ESSA TERRÍVEL FACÇÃO CRIMINOSA MAIS CONHECIDA COMO “CARTEL DOS CEGONHEIROS”. FICA EVIDENTE QUE ESSE TAL DE “MAGAYVER”, COMO É CONHECIDO POR MUITA GENTE, O “AFONSO RODRIGUES DE CARVALHO” (NOME DE BATISMO), RESOLVEU SIM, MUDAR DE LADO, POR TER SE CORROMPIDO (ALEGANDO TER FALTA DE CULTURA) AO MAIOR LÍDER DO CARTEL, O PREFEITO DE BETIM-MG, VITTORIO MEDIOLI (PREFEITO ESSE QUE JÁ DEVERIA TER SIDO IMPEACHMADO DESSAS FUNÇÕES POLÍTICAS, HÁ MUITO TEMPO), QUE POSSUI MAIS DE 4 (QUATRO), TRANSPORTADORAS DE VEÍCULOS NO SISTEMA E CAUSOU SÉRIOS PREJUÍZOS AO NOSSO BRASIL.
    FATO REAL É SABERMOS QUE ESSE INDIVÍDUO, ATÉ ATACOU O SEU EX-PATRÃO (O PROPRIETÁRIO DA TRANSPORTADORA GABARDO), QUE O CONSIDEROU COMO UM FILHO, APÓS O REAL TER MORRIDO, DE FORMA ESTRANHA. SÓ NÃO VIU ISSO QUEM REALMENTE NÃO QUIS ENXERGAR MESMO.
    AGORA VEM ATACANDO O GRANDE EDITOR CHEFE DESSE PORTAL, O SR. ÍVENS CARUS, QUE SÓ EDITA A VERDADE DOS FATOS REAIS.
    ESSE SINDICATO SINACEG, QUE SE INTITULA INCONSTITUCIONALMENTE COMO “NACIONAL”, TAMBÉM DEVERIA TER SIDO FECHADO, HÁ MUITO TEMPO TAMBÉM!
    ESSE TAL DE “MAGAYVER”, NÃO MERECE NENHUM RESPEITO MESMO E, SENDO ASSIM, TAMBÉM DEVERIA SER PROIBIDO ATÉ MESMO DE SER UM TRANSPORTADOR DE VEÍCULOS, NO NOSSO PAÍS!
    SRS. JUÍZES DESSA CAUSA. DETERMINEM O FIM DA LINHA DESSE CARTEL MALÍGNO, IMEDIATAMENTE!

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