Menos competição, mais problemas

“Não podemos permitir que apenas duas empresas definam qual será o futuro do setor logístico brasileiro, do desenvolvimento regional e do custo Brasil”, alerta o presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários.

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Em artigo publicado no site Jota, o presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários, Jesualdo Conceição Silva, informa que acordos entre grandes companhias de navegação de contêineres estão comprometendo o futuro do setor logístico brasileiro. Segundo ele, uma aliança formada por dois grandes conglomerados globais – MaersK e MSC – já controla e/ou participa de mais de 80% dos serviços de transporte marítimo de contêineres no país. Para o dirigente da entidade que representa empresas detentoras de mais de 230 terminais portuários, essas companhias estão “se aproveitando da sua dominância no setor para aplicar medidas anticoncorrenciais que têm causado fechamento de mercado”.

Ele revela:

“O que temos assistido todos os dias nos portos brasileiros é que Maersk e MSC têm utilizado desse poder de concentração para interferir de forma arbitrária no escoamento da carga, buscando formas de beneficiar os terminais que são administrados por elas. Os terminais independentes dependem desses grupos para exercer suas atividades econômicas, já que sua renda vem da atracação dos navios. Mas essa atuação não causa problemas só para os terminais independentes: ao definir em quais terminais vão ou não atracar, essas empresas podem colocar em risco as atividades industriais e a geração de empregos em toda uma região.”

Silva cita um caso hipotético de uma empresa de Curitiba que precisa entregar uma encomenda nos Estados Unidos ou receber insumos da China:

“Na hora da contratação do serviço você pode perceber que não existe navios programados para atracação no Porto de Paranaguá a curto prazo, ou que o preço e o tempo de entrega não são compatíveis.”

E adverte para o risco que está por vir caso esse tipo de concentração prevaleça:

“A longo prazo, você pode decidir que é melhor mudar de cidade, ou priorizar plantas instaladas em outras regiões, já que a disponibilidade do frete marítimo compensa essa mudança. Isso, vai gerar menos empregos no Paraná, menos desenvolvimento e permitir que a desigualdade de oferta – promovida de modo anticompetitivo por armadores – interfira no desenvolvimento regional brasileiro.”

E conclui:

“Antes que a soberania brasileira seja afetada, com os prejuízos cada vez maiores, ações urgentes precisam ser tomadas para garantir a livre concorrência no mercado, entre elas está a vedação da participação dessas empresas, direta ou indiretamente por meio de outras empresas dos seus grupos econômicos, nos leilões públicos de arrendamentos, privatizações de autoridades portuárias, bem como criteriosa análise nas autorizações de terminais privados.”

O artigo foi publicado em 4 de agosto.





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Um comentário sobre "Menos competição, mais problemas"

  1. LUIZ CARLOS BEZERRA disse:

    É MEUS AMIGOS.
    ATÉ NESSAS ATIVIDADES VALIOSAS PARA O NOSSO BRASIL, EXISTEM CARTÉIS.
    ISSO É UM VERDADEIRO ABSURDO, NÃO É MESMO!
    A JURISPRUDÊNCIA DO PAÍS, DEVERÁ INTERVIR IMEDIATAMENTE.
    LUGAR DE BANDIDOS É NA CADEIA.
    AS NOSSAS LEIS CONSTITUCIONAIS DA LIVRE CONCORRÊNCIA VEEM SENDO AFETADAS POR LONGAS DATAS. CHEGOU A HORA OU JÁ PASSARAM VÁRIAS HORAS E ATÉ ANOS, PARA QUE ESSAS ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS, DEVERIAM SER ABOLIDAS, ASSIM COMO TODAS AS DEMAIS DE OUTROS SEGUIMENTOS PRODUTIVOS NO BRASIL!
    PONTO FINAL PRA TODOS ELES!
    CUMPRAM-SE AS LEIS, URGENTEMENTE!

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