Ministério da Segurança Pública não consegue conter onda de crimes contra cegonheiros

Matéria modificada em 9 de fevereiro de 2022
Retratação: Vittorio Medioli não foi indiciado no inquérito policial 277/2010

Alertado oficialmente no dia 18 deste mês sobre os atos criminosos que atingem caminhões-cegonha em vários estados, o ministério da Segurança Pública ainda não adotou nenhuma medida prática visando a coibir a violência. Na ocasião, foi prometida a federalização das investigações. O pedido de providências foi feito pelo presidente do Sindicato dos Cegonheiros de Goiás (Sintrave-GO), Afonso Rodrigues de Carvalho, conhecido como Magayver, durante audiência com o ministro Raul Jungmann (foto acima).

Apesar de apresentar documentos comprobatórios dos crimes de que os cegonheiros agregados à empresa gaúcha Transpores Gabardo têm sido alvos, até hoje nada foi feito. Ontem à tarde, a Assessoria de Comunicação Social do ministério prometeu dar retorno à demanda encaminhada pelo site Livre Concorrência há 11 dias. Mas até o fechamento da matéria a resposta não chegou.

O líder sindical cobrou um andamento mais rápido do inquérito da Polícia Federal que indiciou diversos cegonheiros-empresários por participação ativa em incêndios criminosos entre 2009 e 2010. A peça acusatória está no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, por conta da prerrogativa de foro a que tem direito o prefeito de Betim (MG), Vittorio Medioli. A PF aponta o político e empresários, dono do grupo Sada, como o chefe da associação criminosa. O inquérito foi encerrado em 2010, “e até agora ninguém foi levado às barras da Justiça”, reclamou Magayver.

Ele também teme perda de vidas devido a violência e ousadia dos criminosos:

“Se alguma medida enérgica não for adotada pelas autoridades, fatalmente daqui a pouco iremos chorar a perda de vidas humanas. Estamos na iminência de assistir a uma tragédia. Os criminosos estão agindo armados e parecem estar determinados a provocar um incêndio de proporções catastróficas, já que estão atuando muito próximo dos tanques que estocam combustíveis altamente inflamáveis.”

Montadora se omite
Até agora a montadora Caoa-Chery não se manifestou sobre os ataques aos caminhões-cegonha que escoam a nova fase da produção da fábrica de Jacareí. Desde o início dos atentados contra caminhões-cegonha da Transportes Gabardo, só a transportadora gaúcha ajuizou ação judicial contra o movimento que havia bloqueado o acesso à fábrica. Em outra frente, o Sindicato dos Cegonheiros de Goiás (Sintrave-GO) tem se posicionado e cobrado providências das autoridades contra os atos criminosos intentados por cegonheiros vinculados ao cartel. A montadora segue omissa. Procurada desde o primeiro episódio pelo site Livre Concorrência, a assessoria de imprensa da Caoa-Chery não responde.

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