Réu da Operação Pacto que pediu justiça gratuita tem empresa de consultoria com capital de R$ 1,7 milhão

Decisão da Justiça obriga ex-diretor da Brazul a pagar custas de processo judicial ou mostrar movimentação financeira que garanta Assistência Judiciária Gratuita. Alexandre Santos e Silva processa três pessoas físicas e duas empresas pedindo indenização.

De São Paulo

O juiz Fernando de Oliveira Domingues Ladeira, titular da 7ª Vara Cível da Comarca de São Bernardo do Campo (SP), determinou ao ex-diretor comercial da Brazul Transporte de Veículos (controlada pelo grupo Sada, de propriedade do político e empresário Vittorio Medioli), Alexandre Santos e Silva, que “providencie o recolhimento das custas”. Caso contrário, o magistrado quer que sejam anexados aos autos as “segmentações bancárias”, além das três últimas declarações de Imposto de Renda e outros documentos. A decisão foi baseada na impugnação fundamentada de gratuidade de Justiça, depois de uma equipe de jornalistas investigativos do site Livre Concorrência descobrir que Santos é sócio da empresa A. S. Consultoria e Empreendimentos Limitada, cujo capital registrado é de R$ 1,7 milhão. A empresa está sediada no apartamento onde Santos reside, cujo condomínio, segundo a Polícia Federal, “é de alto padrão”. A documentação comprobatória foi levada aos autos pelo advogado Rodrigo Marques César, que representa o site Livre Concorrência, autor do pedido de impugnação.

No despacho publicado na edição do Diário da Justiça de segunda-feira (22), o magistrado decidiu:

“Diante da impugnação fundamentada da gratuidade de justiça, deverá o autor (Alexandre Santos e Silva) providenciar: o recolhimento das custas, ou apresentar para fins de julgar a impugnação suas três últimas declarações de imposto de renda, apresentar os três últimos extratos de cartões de créditos (todos), indicar se possui plano de saúde e o valor da mensalidade, declarar a segmentação bancária respectiva que indica de forma clara a renda do autor, esclarecer se possui filhos e se estes estudam em escola pública ou privada e neste caso declinar o valor da mensalidade, isso serve para faculdade, inclusive, tudo no prazo de 10 dias”.

Depois de ser investigado pela Polícia Federal por suposto envolvimento no cartel dos cegonheiros – uma organização criminosa que controla 90% do setor de transporte de veículos novos -, Alexandre Santos e Silva, então diretor comercial da Brazul, foi indiciado e denunciado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de São Bernardo do Campo. a Justiça aceitou a denúncia e transformou Santos e outros oito suspeitos em réus na ação penal oriunda da Operação Pacto (foto de abertura/divulgação Polícia Federal), deflagrada  pela PF em parceria com o Gaeco e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Descontente com a publicação de notícias sobre a Operação Pacto com citações ao seu nome, Santos ajuizou ação de indenização por danos morais contra a empresa proprietária do site Livre Concorrência, a Transilva Logística, que firmou acordo de leniência com o Cade e deu origem às investigações da PF a pedido da autoridade antitruste, José Geraldo, Adilson da Silva Simões e Marcelo Zaffonato, diretores da transportadora capixaba. Ele pediu indenização “não inferior a R$ 50 mil”. Um pedido de liminar visando censurar o site Livre Concorrência também foi feito por Santos, mas negado pelo juízo.

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Um comentário sobre "Réu da Operação Pacto que pediu justiça gratuita tem empresa de consultoria com capital de R$ 1,7 milhão"

  1. LUIZ CARLOS BEZERRA disse:

    MEUS NOBRES AMIGOS LEITORES DESSE BRILHANTE PORTAL QUE SE INTITULA COMO SENDO APOIADOR DA “LIVRE CONCORRÊNCIA”, ONDE A EXISTÊNCIA DA FACÇÃO CRIMINOSA, DENOMINADA COMO O “CARTEL DOS CEGONHEIROS”, COMANDADA PELO SEU LÍDER JÁ DECLARADO EM OUTRAS MATÉRIAS, QUE É O POLÍTICO VITÓRIO MEDIOLI (PREFEITO DE BETIM-MG), COM TODAS AS SUAS TRANSPORTADORAS DE VEÍCULOS, INCLUSIVE A PRÓPRIA “BRAZUL” EM QUESTÃO.
    ESSAS EMPRESAS JÁ DEVERIAM TER SEUS RESPECTIVOS “ALVARÁS DE FUNCIONAMENTO” CANCELADOS HÁ MUITO TEMPO, JUNTAMENTE COM A TEGMA (EMPRESA ALEMÃ), ONDE COM ESSAS AÇÕES, CERTAMENTE SERIA EXTINTO ESSE CARTEL, NÃO É MESMO?
    SRS. JUÍZES DESSAS CAUSAS, ATUEM COM “MÃOS DE FERRO”, PARA ASSIM SALVAREM AS OPERAÇÕES DESSE SEGMENTO, QUE É O DO TRANSPORTE DE VEÍCULOS NOVOS, PRODUZIDOS PELAS MONTADORAS EXISTENTES NO BRASIL!
    QUANTO AOS ATAQUES AO EDITOR CHEFE, SR. IVENS CARÚS, ESSE SIM, DEVERIA SER INDENIZADO, DEVIDO AOS ATAQUES SOFRIDOS AO LONGO DE MUITOS ANOS, POR TER O ÚNICO PORTAL A DIVULGAR OS CRIMES CAUSADOS POR ESSE CARTEL MALÍGNO. SÓ TEMOS É QUE PARABENIZÁ-LO MESMO, ASSIM COMO TODOS OS JUÍZES QUE O APOIARAM CONTRA ESSES CRIMINOSOS CONTUMAZES, QUE FAZEM TUDO PARA SE MANTEREM NO COMANDO DO SETOR DE TRANSPORTE DESSES VEÍCULOS 0(ZERO) KM, CAUSANDO MUITOS PREJUÍZOS AOS CONSUMIDORES, QUANDO ADQUIRIREM OS MESMOS, NAS CONCESSIONÁRIAS, PAGANDO ÁGIO DOS PREÇOS DOS FRETES ELEVADOS, PRATICADOS POR ESSA FACÇÃO.
    DECRETEM O FIM DA LINHA PARA ESSES CRIMINOSOS QUE INTEGRAM O CARTEL, URGENTEMENTE, SRS. JUÍZES!
    ASSIM ESPERAMOS!
    NADA MAIS A COMENTAR!

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