Sinaceg considera inverídicas as acusações imputadas à entidade patronal

Condenado em segunda instância por participação no cartel dos cegonheiros e alvo de buscas e apreensões na Operação Ciconia, o Sinaceg afirma ser vítima de uma guerra suja e acredita que a Justiça restabelecerá a verdade sobre os fatos.

De são Paulo

No centro das investigações sobre o cartel que controla o transporte de veículos novos no país, o Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg) atribui as denúncias de suposto envolvimento no esquema ilícito, em tom áspero, a uma “guerra suja promovida por adversários interessados em ocupar seu espaço”. Já condenado em segunda instância pela Justiça Federal do Rio Grande do Sul – junto com a General Motors do Brasil, Luiz Moan Yabiku Junior e Associação Nacional das Empresas Transportadoras de Veículos (ANTV) – a entidade patronal dos cegonheiros confia na reversão da sentença, tendo “plena convicção de que a Justiça restabelecerá a verdade dos fatos”.

Em nota enviada ao site Livre Concorrência, o Sinaceg destaca:

“Os cegonheiros são categoria fundamental no transporte nacional. Fazem um trabalho sério e respeitável que, por objetivos marginais à conduta profissional pautada pela boa-fé, tem sido injustamente atacada”.

Sem citar nomes, a entidade, que possui mais de 37 anos de atuação no segmento das cegonhas, garante que as constantes denúncias servirão de base para “acionar judicialmente os responsáveis por propagar acusações falsas”.

História
Em sua home page na internet, o Sinaceg conta parte da história dos cegonheiros. É destacado que o transporte de veículos zero-quilômetro no Brasil teve início na década de 60, com o surgimento das primeiras montadoras instaladas no território nacional. Nessa época, os veículos eram levados rodando ao seu destino por “caravanistas”. Foi nesse ano também, segundo o Sinaceg, que surgiram os primeiros caminhões tocos (sem semi-reboques), os quais foram batizados informalmente como “cegonheiro”, o que permanece até os dias atuais.

Em 1970 surgiram as primeiras duas associações dos cegonheiros. Nesse período – ainda de acordo com a publicação do Sinaceg – as ideias e opiniões se dividiram, o que acabou causando transtornos e divisão da categoria que luta pelos seus ideais ligados às entidades. Foi no final da década de 70, acolhendo apoio e determinação da maioria, que surgiu a Associação dos Carreteiros Agregados às Empresas de Transporte de Veículos do Brasil, única representante da categoria no setor.

A Associação dos Carreteiros passou a ser um sindicato em 6 de novembro de 1986. Assim, houve a criação do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens de São Bernardo do Campo (Sindicam). Em 2016, 0 Sindicam passou a chamar-se Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg).

 Eis a íntegra da nota do Sinaceg:

“O Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg) reitera que as acusações imputadas à entidade são inverídicas e partem de uma guerra suja promovida por adversários interessados em ocupar seu espaço. O Sinaceg tem plena convicção de que a Justiça restabelecerá a verdade dos fatos. Exatamente por isso, a entidade acionará judicialmente os responsáveis por propagar acusações falsas, cujos autores usam da estrutura do Estado para minar a saúde econômica e a livre concorrência. Os cegonheiros são categoria fundamental no transporte nacional. Fazem um trabalho sério e respeitável que, por objetivos marginais à conduta profissional pautada pela boa-fé, tem sido injustamente atacado.”

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Um comentário sobre "Sinaceg considera inverídicas as acusações imputadas à entidade patronal"

  1. LUIZ CARLOS BEZERRA disse:

    POIS É. ELES NUNCA SE CANSARÃO DE ATACAR QUEM DISCORDA DOS MESMOS, QUE AGEM E SEMPRE AGIRAM INCONSTITUCIONALMENTE CONTRA OS TRANSPORTADORES DE VEÍCULOS, QUE SE ATREVEM A DISPUTAR VAGAS NESSES TRANSPORTES DE VEÍCULOS NOVOS PRODUZIDOS NO TERRITÓRIO NACIONAL.
    ESSA FACÇÃO CRIMINOSA, DENOMINADA COMO O “CARTEL DOS CEGONHEIROS”, FOI ASSIM DENOMINADA, PELAS SUAS PRÁTICAS ABUSIVAS, DE ATÉ QUEIMAREM EQUIPAMENTOS DE OUTRAS TRANSPORTADORAS, QUE NÃO INTEGRAM ESSE CARTEL.
    O MERCADO É LIVRE PARA TODOS E, ATÉ MESMO ALGUMAS MONTADORAS JÁ TIVERAM SEUS PRODUTOS INCENDIADOS, POR TEREM OPTADO A TRANSPORTAR PARTE DE SUAS PRODUÇÕES FORA DO COMANDO DO CARTEL!
    ENQUANTO A JURISPRUDÊNCIA PERMITIR QUE OS “ALVARÁS DE FUNCIONAMENTO”, DAS TRANSPORTADORAS VINCULADAS A ESSA FACÇÃO CRIMINOSA CONTINUEM ATIVOS, ESSE CARTEL NUNCA DEIXARÁ DE EXISTIR!
    SÓ ESSE PORTAL MAGNÍFICO MESMO, QUE SE INTITULA COMO O DA “LIVRE CONCORRÊNCIA”, DE FORMA LEGAL, SE MANIFESTA JORNALISTICAMENTE SOBRE ESSES FATOS. O QUE É UM VERDADEIRO ABSURDO. POR QUÊ AS DEMAIS MÍDIAS, NUNCA SE PRONUNCIARAM DESSA FORMA TAMBÉM? SERÁ QUE SERIA DEVIDO AO FATO DE QUE O GRANDE LÍDER DESSA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, SERIA UM POLÍTICO?
    SENDO ASSIM, SRS. JUÍZES DESSAS CAUSAS ATUEM EM PROL DO BRASIL DE FORMA CONSTITUCIONAL, SALVANDO A NOSSA NAÇÃO E ENALTECENDO O GRANDE EDITOR CHEFE DESSE PORTAL, POR SER O ÚNICO QUE EDITA ESSAS VERDADES DOS FATOS!
    SALVEM NOSSO BRASIL!
    TODOS OS CIDADÃOS BRASILEIROS DE BEM, MERECEM RESPEITO.
    CRIMINOSOS, NUNCA!

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