Sindicato gaúcho de cegonheiros pede ações do governo federal para aquecer a economia

Primeiro sindicato de cegonheiros do Rio Grande do Sul, o Sintravers, que atende as montadoras General Motors e Toyota, espera ações eficazes do governo federal visando contribuir para o aquecimento da economia. O alto custo do frete é uma das principais queixas da entidade.

Do Rio Grande do Sul

Criado no ano 2000, véspera da implantação da General Motors do Brasil em Gravataí – distante 30 quilômetros de Porto Alegre), o Sintravers espera ações do governo federal para acelerar o aquecimento da economia de forma efetiva. Para o presidente Luciano Jardim Clemes (foto de abertura/divulgação Sintravers), mais conhecido como Pernalonga, um dos maiores problemas enfrentados pela categoria associada é o “custo do frete, cada vez maior e com pouca margem de repasse”. Isso, segundo o líder sindical, “está sangrando” os pequenos transportadores, levando-os a enfrentar o desafio diário para “a conta fechar”.

LC – Que cenário econômico o Sintravers vê para 2024, e quais os principais desafios, na visão do sindicato?

Sintravers – O desafio principal na nossa visão é o governo acelerar ações que aqueçam a economia, principalmente no que tange ao setor automobilístico. Nos últimos anos, temos cenários que demonstram mais fechamento de fábricas, aumento dos valores de veículos novos, aumento do valor dos insumos produtivos. E nosso setor gera muitos empregos diretos e indiretos, e precisamos de ações concretas para acelerarmos e crescermos. Outra questão que nos desafia diariamente é o custo do frete, cada vez maior e com pouca margem de repasse, o que está sangrando muito na ponta e nos fazendo enfrentar os desafios diários para a conta fechar. Acreditamos que o governo deveria realizar ações de estímulo para compra de veículos novos, que consequentemente irá gerar menores custos de manutenção e maior economia na parte do diesel. Mas, até o momento, não temos sinalização de questões deste tipo para beneficiar o setor.

LC – Como o Sintravers entende, será 2024 para o setor de transporte de veículos?

Sintravers – Como falamos anteriormente, precisamos de ações concretas de estímulo da economia por parte do governo. Se acontecerem as mesmas, nosso setor começará a reagir positivamente, pois irão acelerar as vendas, a produção voltará com força e nosso segmento será cada vez mais demandado e pouco parado nos pátios.

LC – Quais são as principais metas do Sintravers para 2024?

Sintravers – Os nossos associados buscam que o sindicato esteja cada vez mais presente e atuante nas questões que tangem o seu dia a dia. Nossa principal meta é crescer associados. E para isso acontecer, o sindicato precisa estar engajado no que a categoria precisa. E hoje, precisamos que a pauta esteja focada no custo do frete ou na redução gradual do custo do insumo, principalmente do diesel, e estar lutando para que o governo aqueça o segmento, proponha e execute ações concretas de estímulo à economia.

LC – Dentre as citadas, qual é a que deverá receber maior atenção?

Sintravers – A luta pelo aquecimento da economia.

LC – Qual a mensagem que o Sindicato quer passar às associadas e à sociedade brasileira?

Sintravers – O sindicato é a voz do associado pela luta por melhores oportunidades e por deixar a categoria com força e voz atuante. A mensagem que queremos deixar para sociedade é que a indústria forte sempre fará uma economia forte e que devemos acreditar e lutar pelas nossas empresas sempre, desde nós, micro e pequenas empresas de transportes até as multinacionais para as quais trabalhamos. Precisamos ser agentes da mudança, precisamos de engajamento coletivo para podermos mudar algo nesse nosso país.

Nota da Redação — A respeito das Perspectivas 2024, a reportagem tentou ouvir a opinião do Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg), dos sindicatos de Minas Gerais, de Pernambuco, e do Espírito Santo, além de outro sindicato gaúcho, mas não obteve retorno. Sobre o mesmo assunto, foram contatadas as transportadoras de veículos: grupo Sada, Tegma Gestão Logística, Júlio Simões, Transportes Gabardo e Transilva Logística. Nenhuma quis se manifestar.

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Um comentário sobre "Sindicato gaúcho de cegonheiros pede ações do governo federal para aquecer a economia"

  1. LUIZ CARLOS BEZERRA disse:

    POIS É, NOBRES AMIGOS.
    SÓ NOS RESTA AGORA É AGUARDAR QUE O ATUAL GOVERNO FEDERAL, ATUE EM PROL DOS CIDADÃOS DE BEM, QUE PRETENDEM ADQUIRIR SEUS VEÍCULOS NOVOS, BEM COMO EXTERMINAR O “CARTEL DOS CEGONHEIROS” DEFINITIVAMENTE, DE ATUAR EM NOSSA NAÇÃO, COM AS COBRANÇAS DE ÁGIOS NOS PREÇOS DOS FRETES, COBRADOS ÀS MONTADORAS, QUE SÃO REPASSADOS INTEGRALMENTE AOS PREÇOS DOS VEÍCULOS, ENTÃO ADQUIRIDOS.
    ESSES ROMBOS ACONTECEM EM TODO TERRITÓRIO NACIONAL, SOB O COMANDO DESSA FACÇÃO CRIMINOSA: “O CARTEL”, ACIMA CITADO, AO LONGO DE MUITOS ANOS!
    OS SINDICATOS ESTADUAIS, DESSA CATEGORIA, MERECEM SER RESPEITADOS, SIM!
    PRINCIPALMENTE OS QUE NÃO SE ALINHAM AO SINACEG, QUE É O SINDICATO DO CARTEL!
    VAMOS AGUARDAR OS RESULTADOS.

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