Livre Concorrência rejeita quarta proposta de acordo apresentada por Vittorio Medioli

Matéria modificada em 9 de fevereiro de 2022
Retratação: Vittorio Medioli não foi indiciado no inquérito policial 277/2010

Político e dono do grupo Sada, Vittorio Medioli fez nova proposta para retirar as sete queixas-crimes e duas indenizatórias movidas contra Ivens Carús, editor do site Livre Concorrência. O acordo apresentado pelo empresário apontado pela Polícia Federal de chefiar organização criminosa que atua no setor de transporte de veículos novos foi rejeitado pela quarta vez consecutiva pelo jornalista. A recusa ocorreu na segunda-feira (20), na 5ª Vara Criminal do Foro Central de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Medioli, que dessa vez compareceu à audiência, também é processado pelo Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) por formação de cartel e de quadrilha. Advogada do empresário trouxe a proposta num pen drive. A defensora de Carús não quis sequer tomar conhecimento do conteúdo. À juíza Cláudia Junqueira Sulzbach, a advogada Fernanda Corrêa Osório anunciou a negativa do jornalista. Ela argumentou:

“O acordo prevê retratação. Por conta disso não pode ser admitido. O site Livre Concorrência não tem por que se retratar, pois as reportagens publicadas baseiam-se em decisões da Justiça Federal e em investigações realizadas pela Polícia Federal, Ministério Público Federal e Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de São Bernardo do Campo.”

Em fevereiro, o advogado Renato Dilly Campos – representante de Medioli, fez outra oferta: a desistência condicional dos processos contra Ivens Carús, desde que o jornalista se comprometesse a deletar do site todas as matérias em que funcionários e empresas de Medioli (inclusive o próprio) são citados em investigações sobre crimes praticados pelo chamado cartel dos cegonheiros – uma organização criminosa formada por transportadoras e sindicatos que dominam, inclusive com o uso de violência, mais de 93% dos fretes realizados por caminhões-cegonha no país. Proposta foi rejeitada.

Medioli quer proibir jornalista de exercer atividade profissional
O objetivo de Medioli é censurar o site. Em outra ocasião, a promotora Aline Xavier Machado afirmou que a intenção do empresário é “calar a boca da imprensa”.

A advogada de Carús chamou a atenção da juíza para outro aspecto da peça acusatória apresentada por Medioli:

“Além de censurar o site, Medioli pediu em juízo medidas restritivas contra o jornalista, impedindo-o de exercer a atividade profissional. É um absurdo.”

A advogada de Medioli ainda tentou induzir a juíza a erro. Valéria Kassai afirmou que algumas queixas-crime já haviam sido acatadas pela Justiça. Fernanda Osório a corrigiu:

“Nenhuma queixa-crime contra meu cliente foi acatada pela Justiça.”

Diante do impasse, a juíza Cláudia Junqueira Sulzbach encaminhou os autos para o Ministério Público se manifestar. Em outras ações, tanto o Ministério Público de Minas Gerais quanto o do Rio Grande do Sul rejeitaram as acusações de Medioli. A acusação foi considerada “inepta” e os “elementos da peça de ingresso insuficientes para a instauração de ação penal”.

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Um comentário sobre "Livre Concorrência rejeita quarta proposta de acordo apresentada por Vittorio Medioli"

  1. LUIZ CARLOS BEZERRA disse:

    PREZADOS AMIGOS LEITORES DESTE MAGNÍFICO PORTAL!
    COMO É QUE ESTE MELIANTE MACABRO, E SEUS ADVOGADOS AGEM CONTRA OS PODERES JUDICIÁRIOS DESTE NOSSO PAÍS!
    É PÚBLICO E NOTÓRIA A EXISTÊNCIA DESTE CARTEL, BEM COMO AS INFORMAÇÕES JÁ INVESTIGADAS E CONSTATADAS QUE ELE SERIA O CHEFE DE TAL ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, QUE ATUA NO PAÍS, AO LONGO DE TANTOS ANOS!
    AINDA QUEREM TIRAR DE CIRCULAÇÃO O PORTAL E PROIBIR UM JORNALISTA SÉRIO E PROFISSIONAL, DE EXERCER SUAS FUNÇÕES AFIM!
    TAIS INTEGRANTES DESTE CARTEL, EM SUA TOTALIDADE, JÁ DEVERIAM ESTAR DEVIDAMENTE PRESOS!
    ESTA CERTAMENTE SERÁ UMA DECISÃO QUE DEVERÁ OCORRER HÁ QUALQUER MOMENTO. ASSIM ESPERO!
    PARABÉNS, SR. IVENS CARÚS!!!

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